Papa Francisco: Exortação Apostólica “A Alegria do Amor”

Papa Francisco: Exortação Apostólica “A Alegria do Amor”

Publicamos abaixo a reflexão enviada à ZENIT pelo casal brasileiro que, por nomeação do Papa Francisco, foi convidado como auditor no sínodo da família de 2015, Pedro Jussieu de Rezende e Ketty Abaroa de Rezende:

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Aguardávamos com grande expectativa a publicação de uma Exortação Apostólica sobre a família, como havia sido anunciado logo após o término do Sínodo de outubro passado. Já era esperado que ela contivesse orientações pastorais que contemplassem a grande diversidade de situações em que se encontram as famílias no mundo contemporâneo.

Entretanto, “A Alegria do Amor” (Amoris Laetitia) acabou sendo um documento pastoral muito além das nossas expectativas. Ao mesmo tempo em que se encontra nele a reiteração dos ensinamentos da Igreja, fundamentada no Magistério e nos textos dos papas anteriores, se vê ali claramente a mão do Papa Francisco: seu estilo pedagógico, compassivo e tão acessível ao cristão leigo.

Por um lado, destaca aspectos doutrinais já abordados em encíclicas e exortações anteriores. Por outro lado, ao costumeiro estilo do Papa Francisco, ressalta de modo muito concreto, aos casais e às famílias que vivem fielmente a sua missão, o valor do amor conjugal verdadeiro, da abertura à fecundidade e da educação dos filhos, como fonte de profunda alegria no ambiente familiar e no contexto da sociedade.

Nota-se porém, que “A Alegria do Amor” traz uma grande novidade pastoral. Há uma marcante ênfase ao aspecto do “acompanhamento” das pessoas feridas ou que se colocam à margem da Igreja. Francisco fala muito da integração e do carinhoso acolhimento a essas pessoas procurando-se abriga-las, cada uma em sua condição presente, dentro do ambiente amoroso da Igreja. Ao mesmo tempo, nos conclama a mostrarmos, a cada um, um caminho de conversão constante e de abertura gradativa à missão que é confiada a cada um de nós batizados.

Esta Exortação é, portanto, um documento para ser lido, estudado e refletido por cada cristão. Mas, deve ser no mesmo espírito de alegria e de amor com que foi escrito, que deve ser lido: com a mente aberta, grande disposição de adesão à verdade e sincera atitude misericordiosa, como o exemplo que temos visto no Papa Francisco.

Fonte: Zenit

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